O caso julgado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que condenou um homem ao pagamento de R$ 10.000,00 por danos morais por ter chamado uma colega de trabalho de “cognitivo lento” e dito que ela estava “latindo” no grupo de WhatsApp, é muito mais do que uma história de ofensa em redes sociais.
Ele é um alerta jurídico sobre como mensagens digitais são utilizadas no processo civil brasileiro e, principalmente, sobre o peso das provas digitais no convencimento do magistrado.
Vamos entender o motivo.
Nos autos em discussão (Apelação nº 5003928-10.2023.8.24.0005), ficou comprovado que:
O Tribunal, no entanto, foi claro: liberdade de expressão não é escudo para ofensa. Nesse sentido, a decisão reforça que:
“[…] Palavras, insinuações e intenção do apelante foram ofensivas e atingiram a honra e a imagem da recorrida no ambiente virtual, causando sofrimento e humilhação.”
Assim, questiona-se: por que a prova digital foi decisiva no processo
O que garantiu o sucesso da autora no pedido? Foi justamente a existência de provas digitais concretas, técnicas e bem documentadas, que permitiram ao juiz verificar:
Sem essas provas, seria apenas “palavra contra palavra”. E aqui vem o ponto crítico: prints soltos não teriam o mesmo valor probatório. O Judiciário tem olhado com crescente rigor para a forma de apresentação de provas digitais. Quando feitas de maneira amadora, sem identificação, sem metadados, sem cadeia de custódia, essas provas podem ser desconsideradas.
E é aqui que entramos no coração da discussão: prova digital não é só conteúdo, é também forma, isso porque:
Por isso, ferramentas como a DataCertify são estratégicas para o público jurídico. Elas permitem:
Captura de conversas com preservação de metadados (data, hora, autor, número de telefone, IP, etc.).
Geração de relatórios técnicos, com detalhamento verificável.
Registro imutável em blockchain, garantindo autenticidade e integridade.
Apresentação de evidências em formato adequado ao Judiciário, alinhado às exigências do CPC e jurisprudência.
Quando o advogado chega em audiência ou petição com provas preservadas de forma técnica, ele não apenas apresenta conteúdo: ele oferece confiança processual.
Além disso, o Judiciário não espera mais que as partes apareçam com provas improvisadas. Os julgadores estão cada vez mais atentos a:
Por isso a importância, cada vez mais urgente, de que as provas digitais sejam utilizadas de maneira cuidadosa e adequada às normas técnicas e boas práticas.